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Denise & Joel: Um conto de fadas nada convencional

Esta é uma história de amor que em nada pode ser chamada de convencional. É uma história de viagem que em nada é previsível. Eu estava saindo do trabalho na Baixada Fluminense exausta e sem perspectiva em alguns aspectos da minha vida. No que dizia respeito ao amor, eu havia “jogado a toalha”.

O mar costumava revigorar minhas energias, então saí do meu trabalho na cidade de Mesquita e fui à praia em Copacabana sem companhia. O dia era 17 de dezembro. Parei no Posto 4 e troquei de roupa ali na areia.

Quando sozinha na praia, sempre tentava sentar ao lado de outra moça desacompanhada ou de um casal. Sempre tive muita facilidade em me comunicar e achava que estes perfis de pessoas seriam ideais para ter por perto para aproveitar a praia, pois poderiam vigiar minhas coisas sem que isto soasse como uma tentativa de querer algo mais.

Parei ao lado de uma garota e logo estávamos conversando. Ela mencionou que estava esperando por um amigo. Em um dos momentos, ela falou com ele no telefone e foi buscá-lo no calçadão. Observei quando ela voltava que ela estava acompanhada por dois rapazes, visivelmente estrangeiros. Depois de sermos apresentados, eles foram até o mar e voltaram bem rápido. Um deles sentou na canga ao lado da moça e outro ficou ali: parado em pé ao meu lado. Olhei para o rapaz de pé, Joel, e pensei:

“Coitado, parado em pé no sol… Acho que vou oferecer um lugar.”

“Ele é tão branco, será que tem protetor?!?”

Antes que eu dissesse algo, o amigo perguntou: “Ele pode sentar na sua canga?!?”. Eu permiti e imediatamente ofereci protetor solar. Começamos a conversar… Ele não falava uma palavra em português. Ele falou da vida que levava, eu falei sobre minha rotina… No fim da conversa, ele me convidou para jantar. Achei aquilo muito estranho; pensei que estava mal intencionado. Não aceitei, mas peguei os contatos dele.

Adicionei ele no Facebook e enviei uma mensagem, dizendo que a tarde havia sido muito agradável. Ele disse que sentia o mesmo e desta vez me convidou para almoçar. Acabei aceitando, pensei “Que mal pode haver em um almoço?!?”. Ainda assim, tomei todos os cuidados possíveis: enviei o endereço dele para uma amiga, cuidei para que estivéssemos sempre em lugares públicos…

E assim tivemos nosso primeiro encontro. Almoçamos em um restaurante chamado Meia Pataca em Copacabana. Almoçamos enquanto conversávamos, observávamos as pessoas na rua e admirávamos o mar. Depois disso, sugeri que caminhássemos até o Forte de Copacabana, um dos meus lugares preferidos.

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Era um dia lindo de sol. Quando eu disse como eu gostava daquele lugar, ele calmamente disse: “Eu gosto de você”. Aquilo soou muito carinhoso e verdadeiro. Permanecemos sentados por um tempo. Fizemos piadas, conversamos sobre os pássaros que observássemos… Naquele cenário convidativo, nosso primeiro beijo aconteceu. Quando deixamos o Forte de Copacabana, voltamos caminhando pela orla. Minha amiga me ligou para saber se tudo estava bem. E eu respondi “Está! Aparentemente ele não é um psicopata!”.

Enquanto conversávamos e caminhávamos, eu dizia que se um dia ele voltasse, eu poderia mostrar novas coisas. E ele disse que quando voltasse, saltaríamos de paraquedas se eu assim aceitasse. Ele deixaria o país no dia seguinte, rumo à Amazônia Equatoriana. Disse que ficaria incomunicável e então eu pensei “Ótima maneira de nunca mais falar com uma garota.”

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Joel e Eu no Forte de Copacabana/RJ.

Eu estava certa de que ele nunca mais falaria comigo. Para minha surpresa no dia 1º de janeiro, enquanto eu estava em Paraty com alguns amigos, ele me contactou novamente. Depois disso, todos os dias nós nos falávamos. Um dia, sem que eu esperasse, ele disse “Eu gosto de você. Você irá me esperar?”. E eu disse que esperaria por ele. Durante os meses que antecederam seu retorno, ele esteve trabalhando em um navio no Alasca. Ainda assim, todos os dias ele se comunicava comigo por e-mail.

E, finalmente, ele voltou no mês de abril. Era difícil de acreditar que ele realmente havia cumprido sua palavra. Aquele mês selou nossa história. O seu retorno tornou tudo possível. E, conforme ele havia prometido, saltamos de paraquedas na cidade de Resende. Como fiquei grata a ele por ter me feito pensar em algo até então impensado por mim! Nosso desejo de aventura nos uniu e aquele salto, ressaltou este ponto comum entre nós.

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Nosso reencontro quando ele retornou ao Brasil.

Há muitas histórias a contar sobre nós dois e sobre viagens, mas contarei em outros escritos. Ahhh, você quer uma espiadinha? Então confere aí Casei em Las Vegas: a história de Joel & Denise. Mas não se esqueça que tem muito mais história pela frente…

Se quiser dar uma espiadinha em como foi saltar de paraquedas, veja o vídeo no Youtube:

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Brasileira e carioca. Residente no Rio de Janeiro. Formada em Pedagogia, atua como professora, mais especificamente na área de Educação Especial. Casada, além disso vive com um cachorro com uma inteligência assustadora. Ama dançar. Mochileira assumida com paixão por botar o pé na estrada.